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sábado, 30 de abril de 2016

Reforma Urbanística do Centro do Rio de Janeiro e o Surgimento das Favelas

No começo do século XX, o Rio de Janeiro era a capital do país e vivia um período de transformações. A nova imagem do Rio era planejada por Pereira Passos, prefeito da cidade, que queria dar ao Brasil características mais modernas, fugindo da visão de atraso, de país escravocrata. O prefeito se inspirou em Paris para fazer as reformas urbanísticas no Rio, construindo praças, ampliando ruas e criando estruturas de saneamento básico. Entre as principais heranças da gestão Passos estão o Teatro Municipal, o Museu Nacional de Belas Artes e a Biblioteca Nacional
Paris- A ideia de Passos foi europeizar( dar feição europeia) o Rio de Janeiro, ele pegou Paris como respaldo de uma cosmópolis. Ele cosmopolizou  o centro do Rio.

 Biblioteca Nacional

 Teatro Municipal

Museu Nacional de Belas Artes




Incentivado pelo presidente Rodrigues Alves, Pereira Passos começou as reformas em 1903. O presidente levantou os recursos e o prefeito pôde realizar as obras, a higienização ficou nas mãos do médico Oswaldo Cruz, diretor do Serviço de Saúde Pública. A reforma urbana carioca foi inspirada na reforma feita em Paris no século XIX, entre 1853 e 1870. Em sua gestão, Passos modernizou a Zona Portuária, criou a Avenida Central, hoje Rio Branco, a Avenida Beira-Mar e a Avenida Maracanã. 
A reforma Pereira Passos buscou adaptar a cidade também para os automóveis. É nesse período que o Rio de Janeiro vê a chegada da energia elétrica e a reorganização do espaço urbano carioca. O prefeito proibiu ainda a atuação de ambulantes.  
Dos cortiços ao Morro da Providência: mudança representada na novela Lado a Lado 
Foi nessa época que muitas favelas surgiram. Com a destruição dos cortiços, parte das pessoas foi para a periferia da cidade e a outra parte subiu o morro, formando favelas. O caso foi, inclusive, retratado na novela Lado a Lado, da Rede Globo, em que vários personagens foram forçados a deixar o cortiço e partiram para o Morro da Providência. Nos cortiços, os moradores sofriam com a falta de higiene, que causava várias doenças. A situação continuou ruim no morro, sem saneamento básico ou qualquer auxílio do governo.  
A novela apresentava também o preconceito que as pessoas que moravam nas favelas viviam, como a segregação social era presente no começo do século XX. Também é possível ver o preconceito com a cultura africana, em especial a capoeira, a prática era tratada como crime pela polícia.  
#Em Poucas Palavras, o centro do rio era um Centro Residencial e não Comercial.

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