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terça-feira, 17 de janeiro de 2017

Benjamin Franklin



Franklin era um defensor veemente da emancipação americana que via a busca pela ciência racional, e, sobretudo pela eletricidade, como meio de acabar com a ignorância, a idolatria e com seus senhores intelectuais elitistas coloniais. Isso estava misturado com uma profunda ideia democrática igualitária que Franklin e seus aliados tinham, de que era um fenômeno aberto a todos. Era algo que a elite não compreendia, mas que eles poderiam compreender. Algo que a elite não podia controlar, mas eles podiam ser capazes de controlar. Algo que era sobretudo fonte de superstição. E eles, racionais, igualitários, e potencialmente democratas intelectuais, seriam capazes de explicar, sem parecer ser escravos da magia ou mistério. Franklin decidiu usar o poder da razão para explicar racionalmente o que muitos consideravam um fenômeno mágico... o raio.


Esta talvez seja uma das mais famosas imagens científicas do século XVIII. Ela mostra Benjamin Franklin, o cientista heroico, empinando uma pipa em uma tempestade, provando que o raio é elétrico (o cientista descreveu o experimento para mostrar a eletrificação das nuvens). 

  • Ps: O experimento de Franklin consistia em colocar um fio de arame na extremidade superior da vareta de uma pipa e, no final do barbante, uma chave metálica, isolada por uma fita de seda. Ao se aproximar de uma nuvem carregada, o arame atrairia uma descarga elétrica, que seria conduzida pela linha molhada até a chave, de onde saltariam faíscas.


Mas, apesar de Franklin ter proposto esta experiência, é praticamente certo que ele nunca a realizou (Na verdade, não existe documentos que provem se foi Franklin ou outra pessoa que realizou o experimento).

É mais provável que sua experiência mais importante seja outra que ele propôs mas não executou. Na verdade, ela sequer foi feita nos EUA.
Ela foi feita em um pequeno vilarejo ao norte de Paris, chamado Marly La Ville.


Os franceses adoravam Franklin, sobretudo sua política antibritânica, e eles se encarregaram de realizar sua outra experiência com o raio, sem ele.. Em maio de 1752, George Louis Leclerc, conhecido em toda a França como o conde de Buffon, e seu amigo Thomas François Dalibard ergueram uma haste de metal de 12 m, sustentada por três aduelas de madeira, na porta da casa de Dalibard, em Marly La Ville.
A extremidade inferior da haste de metal estava dentro de uma garrafa de vinho vazia. A grande ideia de Franklin era de que a haste comprida atrairia o raio, que desceria pela haste metálica e seria armazenado na garrafa de vinho, que funcionava como uma Garrafa de Leiden. Assim, ele poderia confirmar o que o raio realmente era. Seus seguidores franceses só precisavam esperar por uma tempestade.

 Então, em 23 de maio, o céu se abriu. Às 12h20, um estrondoso trovão foi ouvido enquanto o raio atingia o topo da haste. Um assistente correu até a garrafa, uma faísca saltou entre o metal e o dedo dele com um barulho alto e um cheiro de enxofre, queimando a sua mão. A faísca revelou o que o raio realmente era. Ele era idêntico à eletricidade criada pelo homem.

É difícil não enfatizar a importância deste momento. A natureza tinha sido dominada, não apenas isso, mas a própria ira de Deus tinha sido subjugada ao controle da humanidade. Era uma espécie de heresia.

A experiência de Franklin foi muito importante porque mostrou que as tempestades de raios produzem ou são produzidas pela eletricidade e que podemos subjugar essa eletricidade, que ela é uma força da natureza à espera de ser explorada.


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